15/03/2017 às 15h43min - Atualizada em 15/03/2017 às 15h43min

Febre Amarela: 'A culpa não é do macaco' afirma Vigilância Ambiental de Itatiaia

Os primatas são indicadores importantes para vigilância e controle do vírus da febre amarela

Daniele Brasão - Bióloga da Vigilância Ambiental Foto Davi Marques PMI

Mesmo sem registros e sem classificação de alerta ou risco de febre amarela em macacos em Itatiaia, a Divisão de Zoonoses do município delimitou uma área na divisa da cidade e fará uma ação preventiva de monitoramento dos animais. O objetivo da ação é conscientizar a população para entrar em contato quando perceber algo diferente com os macacos.

 - Itatiaia não tem registro de morte de primatas, não tem caso confirmado de febre amarela e está atuando de forma preventiva seguindo protocolos e orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde - explica Daniele Brasão, bióloga da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde.

Em Itatiaia essa ação já acontece e só será intensificada devido o surto da doença em Minas Gerais que faz fronteira com o estado do Rio de Janeiro. Visando o sucesso da operação, a Prefeitura contará com o apoio da AEDB e do Parque Nacional do Itatiaia.

- Essa parceria entre todas as esferas do setor público e privado são de suma importância para o sucesso do trabalho. Nesse caso da febre amarela a comunicação precisa ser rápida e eficaz, porém é importante ressaltar para a população que não há nenhum caso em Itatiaia e esse é apenas um trabalho preventivo. Nossa equipe do Parque já está orientada para observar os primatas e captar as informações vindas dos visitantes – destaca o Diretor do Parque Nacional do Itatiaia, Gustavo Tomzhiski.

Os macacos também são vítimas da doença, eles não transmitem a febre amarela para o homem e nem são responsáveis pela propagação da doença. Quem transmite o vírus são as fêmeas de mosquitos que vivem em área de mata. Esses mosquitos precisam se alimentar de sangue para sobreviver e colocar seus ovos. Como costumam viver nas copas das árvores, onde também vivem os macacos, acabam se alimentando do sangue desses animais. Uma fêmea de mosquito infectada com o vírus, ao picar um macaco, acaba transmitindo o vírus ao animal, que adoece.

- Os primatas se comportam como sentinelas, ou seja, eles sinalizam a presença do vírus e por adoecerem primeiro fornecerem informações valiosas sobre a circulação do vírus em um determinado local. Matar o macaco não resolverá o problema, por isso reforçamos que o correto é avisar a Zoonoses caso o munícipe perceba algo de diferente com o animal que sempre está próximo de sua residência. Uma vez identificados os eventos, o serviço de saúde coletará amostra para laboratório e avaliará, por exemplo, se as populações de primatas da região ainda são visíveis e estão integrados – ressalta a bióloga Daniele.

A Divisão de Zoonoses fica funciona junto a Vigilância Ambiental na Avenida dos Expedicionários, 425, Centro, Itatiaia. O telefone para contato é o 3352-4243.

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