26/09/2018 às 16h30min - Atualizada em 26/09/2018 às 19h28min

Ação do ‘Programa Saúde nas Escolas’ cria diálogo sobre sexo e prevenção com estudantes de escolas públicas de Itatiaia

Flávio Victor conversa com as adolescentes. Foto: Ariane Alves / PMI

Nesta quarta-feira, dia 26, o Colégio Municipal Reinaldo Maia Souto, localizado no Centro de Itatiaia, recebeu os representantes do Programa de Saúde nas Escolas (PSEs) para um bate-papo informativo sobre os riscos causados pelas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Na sala de aula, atentos às explicações dos profissionais da saúde, aproximadamente 50 estudantes na faixa de idade dos 12 aos 18 anos estabelecem, em muitos dos casos, um primeiro contato com temas que vão desde o uso correto do preservativo até casos de doenças graves.

Para a coordenadora geral do PSE, Eunice Maria de Oliveira Venâncio, que há mais 20 anos faz atendimento especializado no Programa de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, a iniciativa é fundamental para que os jovens entendam que o assunto exige responsabilidade.

– Esse ano nós voltamos com mais força e entusiasmo, porque este intercâmbio da saúde no atendimento das demandas escolares é muito importante. Estamos sempre em constante comunicação para entendermos as necessidades de orientação aos alunos. E por mais que a equipe seja pequena, é uma ação que gostamos muito de fazer porque trabalhamos com pessoas e o resultado é visível e positivo – diz a coordenadora.

Eunice acrescenta ainda que a região carece de orientação principalmente quando o assunto está relacionado a temas que ainda são tratados como tabu, entre os exemplos, a educação sexual, o aumento de casos de gravidez precoce, e a falta de hábito no uso correto do preservativo.
 

A falta de conhecimento: um agravante para a propagação de doenças
 
Seguindo uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2014, o
Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente, por exemplo, a vacina contra o HPV para crianças e pré-adolescentes na idade dos 9 aos 14 anos, mas até este mês, apenas 48,7% das meninas nesta faixa etária foram imunizadas.

O principal objetivo do projeto é articular as ações do SUS junto às da educação básica nas redes de escolas publicas do Município, de forma que ampliem o alcance de conhecimento dos estudantes, familiares e toda a comunidade escolar.

Criado desde 2007, o programa já atendeu cerca de 200 alunos este ano, na faixa dos 12 aos 18 anos de idade, de diversas regiões. Entre elas, a Escola Municipal Léa Jardim, no bairro Vila Flórida (53 alunos), e também o Colégio Municipal Ana Elisa Lisboa Gregori (34), no Campo Alegre.

Um dos destaques das palestras são as aulas do coordenador da unidade Vila Esperança, o enfermeiro obstetra, Flávio Victor, que utiliza cenas do cotidiano para educar de forma dinâmica e descontraída, atraindo a atenção dos adolescentes.

– Eu faço uma atividade lúdica que inclui vídeos e fatos reais com demonstrações dos problemas que estes jovens podem enfrentar na vida. As maiores dificuldades são alinhar a teoria com a prática e criar a consciência de que doenças sexualmente transmissíveis podem parecer uma situação momentânea, mas que na verdade também podem durar por toda a vida – explica o orientador.

Entre as outras ações praticadas ao longo do ano, algumas delas são: a de combate ao mosquito Aedes Aegypti; uso de álcool, tabaco e drogas; promoção da cultura, paz, cidadania e direitos humanos; saúde auditiva e ocular; prevenção à violência e acidentes; e saúde bucal e cuidados com a higiene.

Por Bruno Barreto.

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