25/11/2018 às 15h19min - Atualizada em 25/11/2018 às 15h19min

Casa da Cultura é aclamada pelo público após sucesso dos espetáculos ‘Alice no País das Maravilhas’ e ‘Aladdin’, no último sábado

Bruno Barreto

Aladdin. Foto: Ariane Alves / PMI

Um dos palcos mais importantes do mundo recebe neste domingo, a apresentação do espetáculo Aladdin, em cartaz na Broadway desde 2014, e reconhecidamente um dos grandes sucessos de bilheteria no templo da arte dos EUA.

Aqui no Brasil, mais precisamente no Sul do Estado do Rio de Janeiro, se apresentava, na noite deste último sábado, os bailarinos da Casa da Cultura de Itatiaia, no gigantesco palco da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Nem mesmo a imponência do tablado italiano, com 33 metros de boca de cena deixou amedrontados os alunos, que se dedicaram ao longo de todo o ano para a apresentação de dois espetáculos: o infantil, ‘Alice no País das Maravilhas’, no período da tarde; e ‘Aladdin’, encerrando a noite.

A comparação com outros espaços da arte pareceria desproporcional não fossem os bastidores que fizeram com que esse espetáculo fosse possível. São pais, e famílias inteiras que todos os meses, levaram seus filhos ao encontro da música, da arte, da dança e do entretenimento.

Muitos destes, oriundos de regiões distantes, pouco assistidas, e repletas de problemas sociais; enxergaram em seus filhos um futuro promissor em cima dos palcos. E a resposta ao apoio e incentivo é quase que imediata, quando as lágrimas tomam conta da emoção destes espectadores na plateia.

As duas apresentações lotaram o teatro, que se mantém entre um dos maiores da América Latina, com capacidade para receber mais de 2.800 pessoas. A infraestrutura conta ainda com absorção acústica, uma projeção de 8m e efeito de iluminação cênica dedicados.

A parceria entre a Prefeitura de Itatiaia, que por meio da Assessoria Especial de Cultura, conquistou diversos apoiadores para o projeto, e proporcionou ao público visitante a experiência de voltar para casa com a sensação de ter apreciado alguns dos brilhantes espetáculos realizados em Nova Iorque, só que com uma pequena diferença: sem os custos de bilheteria.

A produção grandiosa reuniu, sob o comando do diretor, Jefferson Santos, cerca de 500 integrantes, entre atores e dançarinos, com idades entre 5 e 20 anos, e que agora aguardam ansiosos pelas novas produções.

Destaque também para a participação especial dos alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), que atuaram na peça 'Alice’ e foram ovacionados pelo público.

Por Bruno Barreto.

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