Recuperados da Covid-19 em Itatiaia falam sobre os desafios no enfrentamento da doença

Recuperados da Covid-19 em Itatiaia falam sobre os desafios no enfrentamento da doença

Com o país chegando ao patamar de epicentro da nova pandemia e o Estado do Rio próximo de atingir a margem de 80 mil casos confirmados pelo novo Coronavírus, fica evidente a necessidade de reforçar a conscientização social e o combate efetivo na resposta à doença.

De acordo com o último levantamento realizado pela equipe de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Prefeitura de Itatiaia, o Município não tem nenhum registro de óbito e passou a atingir a marca de 31 casos confirmados do novo Coronavírus, com 15 pessoas recuperadas.

Os profissionais de saúde constantemente recebem orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e estão mais propícios de serem infectados mesmo adotando todos os cuidados e procedimentos de segurança.

A técnica em enfermagem, Aline de Paula Souza, de 29 anos, que trabalha no hospital Municipal Dr. Manoel Martins Barros foi diagnosticada com exame positivo e viu sua rotina ser transformada até a recuperação da virose.

— A Covid é muito ruim. Só quem passou por ela, sabe o que é se sentir incapaz de reagir a algo tão grave. As pessoas precisam entender que é preciso manter o distanciamento e isolamento social. Os meus primeiros sintomas foram de dor no corpo e dor nos olhos. Depois durante quatro dias tive febre e perdi o olfato e o paladar. Fiquei 14 dias em casa e ainda assim depois senti muita falta de ar. Mesmo hoje, comprovadamente recuperada, sinto que ainda tenho sequelas com fortes dores no corpo. Temos que respeitar a quarentena — avalia Aline.

O também técnico em enfermagem, Valter Machado, de 32 anos, que agora está recuperado da doença, voltou a atuar na rotina do hospital onde trabalha. Ele explica que encarou a doença com disciplina e os mesmos cuidados que tem dedicado aos seus pacientes.

— Essa doença deixa a pessoa muito debilitada. Senti calafrio e dores de cabeça, também fiquei sem sentir o sabor da comida por dois dias. É muito importante que todos nós sigamos as recomendações de saúde fazendo o uso da máscara e do álcool em gel, permanecendo o máximo de tempo possível em casa — destaca.

O garçom, Mairlon Sobrinho Mendes, de 29 anos, foi outra vítima da enfermidade e também passou pelo mesmo processo de recuperação. Em abril, assim que percebeu os primeiros sintomas permaneceu 15 dias sem contato com qualquer pessoa.

— Fiquei isolado em casa. A recuperação é lenta, sentia muita falta de ar. Não precisei ir ao hospital, mas avisei que estava com os sintomas e eles fizeram o teste que detectou positivo. Agora me sinto bem, já voltei a trabalhar e o susto passou — comemora o jovem.

Entre as formas mais rápidas de propagação do vírus que causa a Covid-19 está a transmissão por meio de gotículas passadas pelo contato com pessoas infectadas (espirro, tosse, toque das mãos nos olhos, nariz ou boca).

Em caso de dúvidas ou mais informações, o serviço de Vigilância Epidemiológica atende pelo telefone: (24) 3352-1466, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Por Bruno Barreto.

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